Campanha do desarmamento no RN: Fracasso
Oficializada este mês no Estado, mas iniciada em junho, a Campanha Nacional do Desarmamento não tem conseguido atender o objetivo de retirar armas e munições do meio da população. Até o momento cerca de 30 armas e algumas munições foram entregues espontaneamente na sede da Polícia Federal (PF).
De acordo com o delegado da PF, Francisco Martins, a quantidade de armas e munições recebida é menor do que o esperado. Para ele, o baixo índice de entrega é porque falta vontade na população em se desarmar. Ele acredita que a maioria das pessoas que quer entregar suas armas fez isso nas campanhas anteriores.
Até dezembro, quando a campanha será encerrada oficialmente, o delegado Martins espera que pelo menos 50 armas sejam entregues na sede da PF.
Fonte: repórter Fidel Nunes / Blog Passando na Hora
Opinião do blog: Já havíamos "cantado essa pedra" em um post anterior, tarefa aliás bem simplória. Não é preciso ser especialista em segurança ou sociólogo para antever o fracasso de uma campanha de desarmamento no Brasil. Não obstante a boa intenção, fatores externos transformam essa iniciativa em uma afronta a inteligência de qualquer cidadão. As armas usadas para fins delituosos são em sua maioria de origem ilegal, portadas por criminosos reincidentes ou não que se sentem protegidos pelo manto da impunidade, diante desse cenário de caos na segurança pública (ou na falta dela) e da incapacidade do estado de proteger o cidadão, muitos se veem obrigados a recorrer as armas como forma de defesa. Com a campanha do desarmamento o poder público espera a adesão desses dois grupos, os bandidos, cujas armas são "instrumentos de trabalho" e o cidadão de bem, que vê nas armas a única forma de se proteger da bandidagem que o aterroriza. É uma matemática tão simples quanto previsível: ninguém depõe as armas.

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