Caminhão que recolhe o lixo reciclável na ciade passa rápido pelas ruas e falha na frequência
Há algum tempo a Prefeitura Municipal de Mossoró anunciou uma parceria com a ACREVI - Associação Comunitária Reciclando Para a Vida, uma cooperativa que trabalha com reciclagem de resíduos sólidos (plástico, papel, metal e vidro), objetivando implantar a "coleta seletiva" na cidade.
Na minha rua fui um dos primeiros a aderir a esse esforço. De acordo com a parceria firmada entre prefeitura e ACREVI, o município cede os veículos e o combustível para que a ACREVI, utilizando os seus cooperados, recolha o material reciclável que a população separa.
Tudo muito bom, mas funciona?
No início flores, hoje espinhos
No início da coleta seletiva no meu bairro o processo de coleta do material era organizado e eficiente. As famílias que se comprometeram a separar o lixo tinham suas casas identificadas com um adesivo, o caminhão passava todas as terças-feiras na minha rua e os agentes desciam do caminhão recolhendo o material. O processo de separação do lixo resultou em uma redução de mais de 50% dos resíduos domésticos na minha casa.
Infelizmente a coisa mudou para pior...
O adesivo que identificava a minha casa como "colaborador" não existe mais. O caminhão não passa regularmente e muitas vezes os resíduos se acumulam por semanas no quintal. Não bastasse isso, o caminhão passa muito rápido pela rua e muitas vezes não dá para levar o material para fora a tempo. Os agentes, outrora focados no trabalho, perderam o "pique" e às vezes sequer descem do caminhão.
Vale salientar que não é possível simplesmente colocar o lixo para fora e deixá-lo à espera dos catadores, pois os catadores independentes rasgam os sacos à procura de materiais específicos promovendo a maior sujeira na frente das casas.
A desorganização na coleta seletiva em Mossoró já provoca a insatisfação da população que aderiu à separação do lixo. Na minha rua muitas pessoas já deixaram de separar o material e voltaram a jogá-lo no lixo que tem como destino o aterro sanitário. Lá em casa estamos resistindo, mas a possibilidade de parar com a separação não foi descartada, dada a desorganização da coleta seletiva e o transtorno que ela tem causado.
O mais interessante disso tudo é que os membros da cooperativa estão sempre a reclamar, através dos canais de comunicação locais, da baixa adesão da população à coleta e da redução do material recolhido.
Por que será heim?
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